1. As minhas boas-vindas são dirigidas a cada um de vós. É um motivo de alegria para mim ver-vos nesta sala em tão grande número, vindos das várias regiões da Itália, tanto mais que sois apenas uma pequena parte do movimento apostólico, que, no espaço de sessenta anos, se espalhou rapidamente pelo mundo e hoje, a dois anos da morte do seu Fundador, Frank Duff, está presente em muitíssimas dioceses da Igreja universal.
Os meus predecessores, a começar por Pio XI, dirigiram palavras de reconhecimento à Legião de Maria, e eu próprio, no dia 10 de maio de 1979, quando recebi uma das vossas primeiras delegações, recordei com grande prazer as ocasiões em que tinha estado com a Legião, em Paris, Bélgica, Polônia e agora, como bispo de Roma, no decurso das minhas visitas pastorais às paróquias da cidade.
Hoje, portanto, ao receber em audiência a peregrinação italiana do vosso movimento, gostaria de realçar aqueles aspectos que constituem a substância da vossa espiritualidade e o vosso modo de ser e de trabalhar dentro da Igreja.
Chamados a ser fermento
2. Sois um movimento de leigos que vos propondes fazer da fé a aspiração da
vossa vida, para conseguirdes a santidade pessoal. Sem dúvida que é um ideal
> sublime e difícil. Mas hoje a Igreja, através do Concílio, chama todos os
cristãos leigos a este ideal, convidando-os a participar do sacerdócio real
de Cristo, que eles exercem pelo testemunho da santidade de vida, pela
abnegação e caridade concreta; a ser no mundo, com o esplendor da fé,
esperança e caridade, aquilo que a alma é para o corpo (Lumen Gentium, 10 e
38).
A vossa vocação própria, como leigos, isto é, a vocação a serdes um fermento
no Povo de Deus, uma força inspiradora no mundo moderno, a conduzir o
sacerdote ao meio do povo, é eminentemente eclesial. O mesmo Concílio Vaticano Segundo exorta todos os leigos a aceitarem com pronta generosidade, o chamamento a uma mais íntima união com o Senhor; considerando como de
> todos, aquilo que lhes é próprio, participam na mesma missão salvífica da Igreja, tornam-se seus instrumentos vivos, sobretudo onde, por causa das particulares condições da sociedade moderna – o aumento constante da população, a redução do número de sacerdotes, o surgimento de novos
problemas, a autonomia de muitos setores da vida humana – a Igreja dificilmente pode estar
presente e ativa (ibidem, 33).
> A área do apostolado dos leigos está nos dias de hoje extraordinariamente dilatada. Por isso, o compromisso da vossa típica vocação torna-se mais urgente, estimulante, vivo e relevante. A vitalidade do laicato cristão é sinal da vitalidade da Igreja. O vosso compromisso legionário torna-se por isso mais urgente, considerando, por um lado, as necessidades da sociedade italiana e das nações de antiga tradição cristã, e, por outro, os brilhantes exemplos que vos precederam no vosso próprio movimento. Quero lembrar-vos
apenas alguns nomes: Edel Quinn, com a sua atividade na África negra; Afonso
Lambe, nas áreas marginalizadas da América Latina e, finalmente, os milhares de legionários assassinados na Ásia ou que terminaram a vida nos campos de trabalho.
Com o espírito e a solicitude de Maria
3. A vossa espiritualidade é eminentemente mariana, não só porque a Legião se gloria do nome de Maria como sua bandeira desfraldada, mas, acima de
tudo, porque baseia a sua espiritualidade e apostolado no princípio dinâmico da união com Maria, na verdade da íntima participação da Virgem Maria no plano da salvação.
Por outras palavras, vós pretendeis servir cada pessoa, imagem de Cristo,com o espírito e solicitude de Maria.
Se o nosso único Mediador é o homem Jesus Cristo, como declara o Concílio,
“a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum enfraquece o
brilho ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua
eficácia” (LG 60). Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de
Advogada, Auxiliadora, Perpétuo Socorro, Medianeira, Mãe da Igreja.
Daqui vem, que no seu nascimento e crescimento e no seu trabalho apostólico,
olha para Aquela que deu Cristo à luz, concebido pela ação do Espírito
Santo. Onde está a Mãe, aí está também o Filho. Aquele que se afasta da Mãe
acaba, mais cedo ou mais tarde, por se distanciar do Filho. Não é de admirar
que hoje, em vários setores da sociedade, notamos uma difundida crise da fé
em Deus, precedida de uma queda na devoção à Virgem Mãe.
A vossa Legião faz parte dos movimentos que se sentem pessoalmente
comprometidos a propagar ou fazer nascer a fé, mediante a expansão ou o
renascimento da devoção a Maria. Deste modo, será sempre capaz de fazer
quanto puder para que, pelo amor à Mãe, seja mais conhecido e amado o Filho
– caminho, verdade e vida de cada pessoa.
É nesta perspectiva de fé e de amor que vos concedo, de todo o coração a
Bênção Apostólica.
Carta do Postulador da Causa de Frank Duff
Dublin, 19 de Dezembro de 2010
Como Postulador, estou escrevendo aos Legionários de todo o mundo, a fim de lhes falar da Causa de Beatificação do nosso fundador, o servo de Deus Frank Duff. Em primeiro luga, quero agradecer-lhes pelo que já fizeram, para ajudar a causa, e naturalmente pelo que hão de continuar a fazer. A causa foi formalmente introduzida pelo Emmo. Sr. Cardeal Desmond Conell, em 1996 e contém várias partes. Na primeira parte, está a estafante tarefa de recolher os escritos de Frank Duff: seus livros, artigos,cartas (33.000), suas gravações os livros que sobre ele foram escritos, enfim, todo o material que constitua prova significativa para a avaliação de sua vida e de sua santidade, Essa fase da causa está completa. A Segunda parte é relativa ao tribunal e consiste de entrevistas, testemunhos sob juramento, trata de suas virtudes e também de alguma falta do nosso fundador. Fala de sua vida. Esse tribunal é conduzido por reprentantes do Emmo. Sr. Cardeal Conell, o promotor de justiça e de dois secretários. Trata-se de um trabalho de vários meses e está, em grande parte, completa. A terceira parte trata da avaliação teológica dos trabalhos publicados pelo nosso fundador. Esse trabalho foi feito por dois qualificados teólogos. Já a Quarta parte trata da comissão Histórica. Esse trabalho, entretanto, ainda está sendo realizado e logo será apresentado ao Delegado Episcopal. Precisamos, aqui, das suas orações e da sua ajuda, a fim de que esta parte vital do processo tenha uma conclusão favorável, o mais rápido possível.
Estamos juntando a todo o trabalho já realizado, o registro de todas as graças, sejam grandes ou pequenas,que tenham sido concedidas por intercessão do nosso fundador. Logo que todos os passos tenham sido concluídos, todo o material será entregue ao Exmo. Sr. Arcebispo de Dublin. Se o juiz achar que tudo está em ordem, S. Exª. remeterá a Roma esses documentos de grande valor, para a fase seguinte do processo. Depois que tudo estiver concluído, teremos a promoção da causa, pelos Legionários do mundo inteiro.
É preciso que tornemos Frank Duff mais conhecido, dentro e fora da Legião. Para tanto temos que continuar rezando, pedindo graças e especialmente milagres, por intercessão do nosso Fundador. O objetivo central da minha carta, queridos Legionários, é animá-los a que se mantenham firmes em oração pela Causa. Para tanto, agradeço aos numerosos Legionários que já traduziram a oração da estampa, para seus próprios idiomas e até dialetos. Por favor, continuem a distribuir essa oração aos Legionários e ao público em geral, certos de que o nosso Fundador velará pelas nossas necessidades.
Uma das primeiras perguntas a ser feita, em Roma é: Há alguém pedindo a sua Beatificação? Quem o faz? Certamente, é a grande quantidade de membros ativos e auxiliares, estimados em 10.000.000. Será suficiente?
Está em nossas mãos mostrar, na prática, o nosso desejo de ter o nosso Fundador beatificado. O lado promocional é um dos aspectos mais importantes da causa. E, isso diz respeito, de forma especial, a cada Legionário. É uma maneira concreta de participar no processo da causa. Mais uma vez, obrigado pela contribuição que estão dando.
Peçamos a Maria, que é Mãe e a verdadeira fundadora da Legião, que nos ajude em todos os nossos esforços pela causa.
Saúdo-os com gratidão, no coração de Maria
Frei Bede Mc Gregory O.P.
Postulador da Causa
CANTO OFICIAL DA LEGIÃO DE MARIA
Hino criado na cidade de Caraguatatuba , interior de São Paulo, em 27 de junho de 1966, letra de Padre Cristovão Lellis e Música de Maria da Conceição Barreto.
a) Quem é esta que surge formosa
Como o sol fulgurante na serra
Como aurora de luz radiosa
Qual exército em linha de guerra.
É a Virgem, a mãe legionária
É Maria, Rainha do céu
Que nos faz ser a luz missionária
Para o mundo levar até Deus.
b) Daí-nos, Virgem, a fé mais profunda
como a rocha plantada no mar
que a todos coragem infunda,
se a vida vitórias negar.
c) Daí-nos fé que nos faça lutar
Grandes coisas por Deus empreender
Procuremos as almas salvar,
Sem temor pois é nosso dever.
d) Daí-nos fé que na Santa Legião
Seja um vínculo a chama brilhante
Que conserve entre nós a união
E ao fraco transforme em gigante.
e) E um dia no céu, ó Maria
Nós unidos queremos estar,
Entoando a mais doce harmonia
Vossa glória nós vamos cantar.
A PRIMEIRA REUNIÃO LEGIONÁRIA
Os primeiros legionários reuniram-se a 07 de setembro de 1921, em Myra House, Francis Street, nº 100, Dublin. Eram 15 jovens, alguns com menos de 20 anos, outros com pouco mais do que isso, presentes também o Revmo. Padre Michael Toher e Frank Duff.
Quem teve a idéia de arranjar o altar foi uma jovem, Alice Keogh, que, alguns anos depois, fez-se religiosa nas Irmãzinhas da Assunção e após ter trabalhado em Nova York e Londres, veio a falecer em Montreal, em 1943, no aniversário da fundação da Legião.
A única pessoa mais idosa desse primeiro grupo de legionários foi a Sra. Elizabeth Kirwan, neo-zelandeza de nascimento, escolhida para primeira presidente e, mais tarde, para primeira presidente da Curia (a qual daria, depois, origem ao Concilium Legionis Mariae).
OS PRIMEIROS TRABALHOS E OS PRIMEIROS AUXILIARES
Foi numa reunião mensal dos vicentinos, em que o Sr. Matt Murray falou de suas visitas aos doentes de um hospital, que as senhoras presentes ficaram profundamente comovidas e sentiram a necessidade de um trabalho semelhante na seção feminina da instituição. Por isso, combinaram se reunir a 07 de setembro de 1921, no mesmo local, Myra House.
Ao executar, aos pares, o trabalho semanal de visita hospitalar, designado a partir da primeira reunião, sentiram os legionários que estavam sendo humildes instrumentos nas mãos de Nossa Senhora que, através deles, exercia a sua tarefa maternal de salvar as almas.
Em suas visitas, falavam aos pacientes, ouviam suas queixas, davam conselhos e procuravam também difundir a recitação do Rosário. Assim, entre os doentes, ou entre pessoas amigas e parentes, foi recrutado grande número de pessoas, que vieram a constituir a ala auxiliar da Legião de Maria.
A Legião de Maria ainda não completara um ano quando foi fundado o primeiro abrigo para mulheres decaídas, Regina Coeli.
Em 1927, nascia um outro, Star Morning (Estrela da Manhã), destinado aos homens inválidos, mendigos e desamparados.
O TRABALHO LEGIONÁRIO
O trabalho legionário é semanal e consiste no contato pessoal, seja através de Visitas Domiciliares - característica da Legião de Maria - seja em visitas a instituições ou o engajamento em alguma Pastoral. A prioridade é o atendimento das necessidades da comunidade local, sem distinção de pessoas por condição social, raça ou religião.
INÍCIO DA LEGIÃO DE MARIA NO BRASILA PRIMEIRA SEMENTE
De visita à França, em 1950, o Irmão João Creff, MS, encontrou um sacerdote que estivera prisioneiro na Alemanha e lá conhecera a Legião de Maria. Tão arrebatadamente lhe falou das vantagens que esse movimento poderia trazer ao nosso povo, que o Ir. João resolveu assistir a uma reunião do Senatus de Paris, onde teve a felicidade de palestrar com irmão Tual, então Vice-presidente, que o orientou e o pôs em contato com o Concilium Legionis Mariae.
De volta ao Brasil, o Irmão João, depois de várias tentativas, conseguiu autorização de Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, e a 27/10/1951, no Santuário de Fátima, realizava-se a primeira reunião do Praesidium Refugium Peccatorum, com 8 membros inscritos, sendo Presidente a irmã Maria Tereza R. Lagoa e Diretor Espiritual Pe. José Tonelli, FDP. A esse tempo, porém, já Dublin vinha estudando a possibilidade da extensão do apostolado legionário a todas as nossas Dioceses. Assim sendo, a 10/08/1953, o Concilium Legionis comunicou a escolha da primeira Enviada Especial ao Brasil, Srta. Joaquina Lucas que, há vários anos, percorria os países latino-americanos da costa do Pacífico, a serviço de Nossa Senhora.
Ao chegar ao Rio de Janeiro, a 27/01/1954, foi a irmã Joaquina recebida, no Aeroporto do Galeão, pelos legionários dos cinco Praesidia já existentes. A organização desses núcleos agradou imensamente à irmã Joaquina que, calorosamente, cumprimentou a irmã Terezinha. Foram, então, oficialmente filiados ao Concilium Legionis Mariae. Para auxiliar a irmã Joaquina, foi enviada em junho de 1955, a irmã Mary Clerkin, que prosseguiu o trabalho de extensão.
MEMBROS
1. ATIVOS
Legionários que participam da reunião semanal e realizam um trabalho apostólico, em espírito de fé e união com Maria, designado na própria reunião.
2. AUXILIARES
a) Elementar - categoria que se compromete a rezar diariamente o terço e as Orações da Tessera.
b) Adjutores - que rezam as Orações da Tessera e o terço, participam da Missa, comungam e rezam um Ofício aprovado pela Igreja, diariamente. Podem ser leigos, sacerdotes ou religiosas (os).
3. PRETORIANOS
Legionários ativos que se comprometem a:
- rezar diariamente todas as orações da Tessera, com o terço;
- participar diariamente da Missa e comungar;
- rezar um Ofício aprovado pela Igreja, especialmente o Ofício Divino. Na Legião Romana, os pretorianos, eram a ala selecionada, mais especial do exército romano.
PADROEIROS
A escolha dos padroeiros da Legião deve-se a alguns fatos da vida de cada um deles.
Assim, São José ocupa, junto a Jesus e Maria no céu, o primeiro lugar e assim a atividade da Igreja.
São João Evangelista, citado no Evangelho como "discípulo a quem Jesus amava", aos pés da cruz, representa toda a humanidade.
São João Batista foi o primeiro de todos os legionários, como procursor de Jesus.
São Pedro e São Paulo são os alicerces da Igreja no anúncio e na fidelidade.
São Miguel é o mais zeloso em honrar Maria e está sempre à espera de suas ordens e São Gabriel é o anjo da Anunciação: expôs, pela primeira vez, o mistério da Santíssima Trindade e anunciou a Encarnação de Jesus.
As Milícias do Céu, Legião dos Anjos de Maria são o símbolo da aliança da Legião com os Anjos.
São Luís Maria de Montfort, o único Padroeiro não Bíblico, desempenhou papel importante no processo da Legião. O Manual está cheio do seu espírito e as orações são um eco de suas palavras.
A ORAÇÃO
A oração é parte integrante da vida do legionário. Através da reza diária da Catena, mantém-se unida a todos os legionários do mundo, bem como a Deus e Maria, rainha da Legião, a quem devota especial carinho, também manifesta pela reza do terço.
EXPANSÃO
A Legião, em 1928 expande-sepela primeira vez fora da Irlanda, com o primeiro praesidium estrangeiro que nasce em GlascoW, Escócia.
A Legião funda-se em Londre em 1929. Uma senhora inglesa, cujo marido era funcionário na Índia, resolve levar todo o material necessário à fundação de um praesidium, o que se concretiza em 1931. A Legião penetrava na Ásia e, nesse mesmo ano, dá os primeiros passos no Novo Mundo, com um praesidium de trabalhadores mineiros, no Estado do Novo México, Estados Unidos.
Muitos prelados e sacerdotes assistem ao Concresso Eucarístico Internacional de Dublin, em 1932. Alguns procuram introduzir a Legião em suas dioceses. Entre os peregrinos, uma senhora australiana, leiga, e um sacerdote de regresso à Australia, fundam a Legião de Maria, que penetrava em mais um Continente. Nesse mesmo ano, a Legião de Maria alcançava também a África.
Em 1937, na China; nos anos seguintes, propaga-se pela Costa Rica, Panamá, Malta, França, Filipinas, Egito, Síria, Terra Santa, Holanda, México, Alemanha, Ítalia, Bélgica, Colômbia, Dinamarca, etc., numa caminhada que, pelos obstáculos transpostos e prodigiosa extensão, atesta, sem dúvida, a inegável proteção.
SABE O QUE QUER DIZER?
Temos, na Legião, inúmeras palavras latinas:
LEGIO MARIAE
No Vexillum e na capa do Manual figuram apenas e somente as palavras: Legio Mariae (pronúncia: Légio Marie) que constituem o nome universal e oficial de nossa associação. "Legião de Maria! Que nome bem escolhido!" (Pio XI).
ACIES
Está palavra latina significa um "exército em ordem de batalha". Designa, com propriedade, a cerimônia em que os legionários renovam anualmente sua consagração a Maria Santíssima.
PRAESIDIUM [SINGULAR] E PRAESIDIA [PLURAL]
Designava, entre os romanos da Antiguidade, um grupo de soldados incumbido de uma determinada tarefa: era um destacamento da Legião Romana.
CURIA [SINGULAR] E CURIAE [PLURAL]
Era uma das divisões do povo romano ou o local onde o senado se reunia.
COMITIUM [SINGULAR] E COMITIA [PLURAL]
Era o lugar onde o povo se reunia para os comícios ou eleições, ou a própria reunião popular.
REGIA [SINGULAR] E REGIAE [PLURAL]
Era a residência e local de trabalho do Pontífice Máximo ou a capital do rei, o palácio real.
SENATUS [SINGULAR E PLURAL]
Era a assémbleia mais elevada do povo romano.
CONCILIUM [SINGULAR] E CONCILIA [PLURAL]Designava um Conselho ou assembléia deliberante.
Na Legião de Maria só existe um Conselho Central, em Dublin/Irlanda: Concilium Legionis Mariae (Conselho da Legião de Maria).
AS DIFERENTES EXPRESSÕES:
Curia, Comitium, Regia, Senatus - servem apra designar os diversos Conselhos. A Curia administra a Legião geralmente numa cidade e seus arredores. O Comitium supervisiona não só praesidium, mas também outras Curiae. O Conselho que exerce autoridade numa região, logo abaixo do Senatus, será chamado Regia. O Concilium decidirá se a Regia deve estar diretamente filiado ao Concilium ou a um Senatus. O Senatus é de caráter nacional ou regional.
CATENA LEGIONIS
Todo legionário deve rezar diariamente a Catena Legionis (corrente da Legião) composta principalmente pelo canto de Nossa Senhora (Magnificat: engrandece). O hino vespertino da Igreja, "o mais humilde e agradecido, o mais sublime e excelso de todos os cânticos." Nada há mais belo na Legião de Maria do que a reza comunitária da Catena. Quer o Praesidium se encontre cheio de júbilo, ou mergulhado na tristeza, quer ande penosamente nos caminhos estreitos do dia-a-dia, a Catena vem como brisa do céu, cheia dos perfumes daquela que é a Rosa e o Lírio dos Vales, trazer a todos, maravilhosamente, o frescor e a alegria.
TESSERA [SINGULAR] E TESSERAE [PLURAl]
Entre os romanos, indicava a senha que os amigos entregavam uns aos outros como sinal de identificação; designava também um "vale" que dava direito a pão, dinheiro ou outro valor indicado. Na Legião Romana era a tabuazinha como a senha do dia. A Legião de Maria aplica a palavra à folha que contém suas orações e o seu quadro.
VEXILLUM [SINGULAR] E VEXILLA [PLURAl]
Significa estandarte, bandeira.
O "Vexillum Legionis" foi adaptado do estandarte da Legião Romana.
Existem ainda outros termos que são empregados em língua vernácula.
É o caso de "patrício" que designava uma pessoa de família nobre. Na igreja, são católicos desejosos de conhecer melhor sua religião, que reúnem mesalmente.
LEGIÃO DE MARIA A SERVIÇO DA IGREJA INTRODUÇÃOO trabalho primordial da Legião de Maria é a visita domiciliar a todas as pessoas, de qualquer crença ou religião, católicos praticantes ou até indiferentes.
Como estão a serviço da Igreja e do Pároco, os legionários atuam nas diversas Pastorais, por todo o território nacional
ALGUNS EXEMPLOS:
1. TRABALHO COM AS FAMÍLIAS
Visitas e revisitas às famílias, entronização dos Sagrados Corações de Jesus e Maria; reza do terço em família, nas ruas, em praça públicas e rodoviárias; realização de Novenas de Natal e Campanha da Fraternidade, Via-Sacra nas casas e ruas; Círculos Bíblicos.
2. PASTORAL CARCERÁRIA
Visitas às cadeias públicas e delegacias, rezando o terço e outras orações, fazendo reflexão do Evangelho, distribuindo jornais, revistas e folhetos católicos, além de medalhas, terços e mensagens.
3. TRABALHO SOCIAL
Ensino de corte e costura; recadastramento de idosos junto ao INSS; acompanhamento de documentos para aposentadoria e marcação de consultas; alfabetização de adultos e aulas de higiene pessoal e moral; ajuda em mutirão de moradias populares; assistência jurídica a legionários e pessoas carentes.
4. PASTORAL DA SAÚDE
Visitas e assitência a doentes nos lares e hospitais, muitas vezes, levando a sagrada comunhão; prestação de serviços domésticos; ajuda nos banhos e alimentação de doentes; visitas a abrigos de Idosos e Casa de Apoio e Assistência a portadores do HIV, Crianças com Câncer; assistência a parturientes, acompanhamento do sacerdote a visita a doentes; Missa dos Enfermos - preparo e transporte dos doentes.
5. PASTORAL DA CATEQUESE
Catequese a crianças, jovens e adultos nas Paróquias - Comunidades - nos lares, hospitais, escolas - preparo para Primeira Comunhão, Batismo, Crisma.
6. TRABALHO COM GRUPOS ESPECIAIS
Legionários fazem contatos com viciados em drogas, prostitutas, moradores de rua e alcoólatras, organizam reuniões, ajudam em casas de recuperação e visitam as famílias dos atendidos.
7. PASTORAL DA ESPERANÇA
Visitas a velórios, com encomendação de corpos, reza do terço ou reflexões bíblicas; visitas a famílias enlutadas.
8. PASTORAL DA LITURGIA
Preparo de Missas, Celebrações e Hora Santa, Celebrações da Palavra onde não há padres.
9. PASTORAL DA COMUNICAÇÃO
Trabalho em Rádios locais, com divulgação do terço e reza do Ofício de Nossa Senhora ou reflexões bíblicas.
10. PASTORAL DA CRIANÇA
Visita, pesagem, orientação de mães, distribuição de multi-mistura, etc...
11. TRABALHOS DIVERSOS
Apostolado: em pontos comerciais e indústrias; no Cemitério, no Finados; Legalização de casamentos; Cursos para noivos; Boa Imprensa: distribuição de folhetos, revistas e jornais católicos, terços, Medalhas Milagrosas; Coordenação de Grupos de Rua; Trabalho Voluntário em: creches, abrigos, asilos, orfanatos.
A TODOS, DE ALGUM MODO, QUE ESTÃO NECESSITADOS DE UMA PALAVRA DE CONFORTO, DE ESPERANÇA, DE SOLIDARIEDADE (MT 25), OS LEGIONÁRIOS PROCURAM LEVAR UMA MENSAGEM DO EVANGELHO, ATENDENDO AO PEDIDO DE JESUS QUE DISSE: "IDE E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA" (MT 16,15).
PEREGRINAÇÃO POR CRISTO - P.P.C.IDE E ANUNCIAI
Nos primeiros séculos do cristianismo, a Europa havia sido devastada pelas invasões dos bárbaros. Na Irlanda, a fé foi preservada e monges irlandeses iniciaram o trabalho missionário de recristianizar a Europa, abandonando sua terra natal e dirigindo-se para localidades distantes. Um ideal os animava: difundir a fé. Chamaram a este movimento "Peregrinação Por Cristo".
Em sua visita a Dublin, o Papa João Paulo II declarou: "Faço neste momento uma "Peregrinação Por Cristo", ao país de onde tantos "pepecistas" partiram para a Europa; vivo um momento de intensa emoção".
Talvez a exemplo desses monges nasceu a "Peregrinação Por Cristo" nos tempos modernos.
A P.P.C., no início, foi chamada "Apostolado de Férias". Um grupo de doze legionários irlandeses foi a Londres; arranjaram emprego e, nas horas livres, faziam apostolado. Realizavam terços em praças públicas, vendiam publicações religiosas católicas e trabalhavam com imigrantes irlandeses que chegavam a Londres.
Em 1962 um primeiro grupo de 4 legionários dirigiu-se ao norte da Escócia, num local desconhecido e hostil. O trabalho foi realizado com êxito, o que motivou novos empreendimentos.
Alguns desses "Apostolados de Férias" foram realizados em localidades distantes até 100 km de igreja católica, o que impedia os legionários de participar da Santa Missa.
Resolveram, então, que seria necessária a presença de um sacerdote, acompanhando o grupo. No verão de 1963, 1500 legionários irlandeses, sacrificando suas féria, foram trabalhar pela Igreja na Inglaterra.
Quando Frank Duff incluiu este apostolado ao serviço legionário, deu-lhe o título de "Peregrinação por Cristo".
A Legião de Maria, propagando a P.P.C., segue uma tradição realmente memorável da Igreja.
Aqui no Brasil a P.P.C. integra a história da Legião desde o início, quando a então enviada, Joana Cronin, organizou uma P.P.C. de âmbito nacional, no Pará. Os legionários distribuíram-se em algumas localidades onde realizavam várias atividades apostólicas.
Foi uma experiência marcante e os legionários voltaram enriquecidos e animados e muitos continuaram a trabalhar nas sucessivas P.P.C. realizadas.
Todos os Senatus e Regiae brasileiras realizam este apostolado.
As P.P.C. repetem-se ano após ano, inclusive de âmbito internacional, como as realizadas em Lisboa/Portugal e Cabo Verde/África.
Independentemente do lugar onde se realiza, a P.P.C. segue o lema de São Francisco Xavier: "Cruzar o mundo, sofrer até a morte, o que importa, se é para salvar os irmãos?"
A ASSOCIAÇÃO TOMA FORMA
Novos ramos brotavam da nova Associação, e cada grupo escolhia um nome próprio pelo qual era conhecido. O primeiro chamava-se "Nossa Senhora da Misericórdia", o segundo "Immaculada Conceição", o terceiro "Nossa Senhora do Sagrado Coração", o quarto "Refúgio dos Pescadores".
Era preciso agora encontrar um nome para o próprio movimento, tanto mais que o próprio moviment, tanto mais que os grupos precisavam se unir sob a direção de um Conselho Central. O Conselho acabou por se reunir e debater a necessidade da escolha de um nome. Na reunião seguinte foram apresentadas várias propostas. Na véspera da segunda reunião, Frank Duff estava no seu escritório. Parou um momento em frente a um grande quadro de Nossa Senhora; de repente, surgiram espontaneamente ao seu espírito as palavras Legião de Maria. O nome não só caracterizava perfeitamente o Movimento, mas poderia aplicar-se a cada um dos membros que tornariam Legionários de Maria. Acreditamos que isto se tratasse de uma autêntica experiência mística. No dia seguinte, a proposta de Frank foi rejeitada na reunião, juntamente com outros nomes apresentados.
Um mês depois, nova reunião. Surgiram numerosas propostas. "Eu não conheço nada melhor do que Legião de Maria", disse Frank. A proposta foi aceita por unanimidade. Isto aconteceu em novembro de 1925.
Que modelo de zelo, de coragem e de obediência para os legionários de Maria que agora partiam à conquista do mundo para Cristo, tal como os antigos legionários haviam conquistado o mundo então conhecido para o Império Romana. Frank conhecia latim, e logo pensou: que nome davam os legionários romanos às suas guarnições? Praesidia. Assim se chamariam os grupos da Legião de Maria. O uso do latim tinha as suas vantagens: as várias unidades da Legião seriam designadas com os mesmos nomes em todas as nações, tornando desnecessária a sua tradução para as diversas línguas.
Também na reflexão sobre os diversos corpos da Legião Romana, recordou Frank o estandarte que, por baixo da águia romana, ostentava, num medalhão, a figura do comandante supremo. Por que não modelar por este o estandarte da Legião de Maria? A águia seria substituída pela pomba, símbolo do Espírito Santo, e o comandante supremo por Nossa Senhora. Para esse fim, nada melhor do que a imagem da Medianeira, tal como apareceu na Medalha Milagrosa.
Torna-se também necessário um desenho conveniente para embelezar a pagela (tessera) das orações. Vivia então em Dublin um jovem artista, Humbert Mc Goldrick. Conseguira já um certo renome como pintor de vitrais. Frank conhecia duas irmãs do artista e estas apresentaram-no ao irmão. Após várias conversas, pintou o quadro que ofereceu à Legião e agora aparece na pagela das orações e na capa do Manual.
CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA
Ó MINHA SENHORA, E TAMBÉM MINHA MÃE,
EU ME OFEREÇO INTEIRAMENTE TODO A VÓS,
E EM PROVA, DA MINHA DEVOÇÃO,
EU HOJE VOS DOU MEU CORAÇÃO.
CONSAGRO A VÓS MEUS OLHOS,
MEUS OUVIDOS, MINHA BOCA.
TUDO O QUE SOU DESEJO QUE A VÓS PERTENCE.
INCOMPARÁVEL MÃE, GUARDAI-ME,
DEFENDEI-ME COMO FILHO E PROPRIEDADE VOSSA.
AMÉM!
